domingo, 10 de fevereiro de 2013

Mondo Muderno



                Tudo tem seu preço. Todos tem seu preço. Acabamos nos corrompendo por tão pouco e nem sempre percebemos isso. É sempre mais fácil enxergar onde foi que o outro errou, mas quando é que vamos olhar mais pro nosso umbigo? Me parece que está tudo fora dos trilhos, e essa sensação não é de hoje. Pessoas que se dizem seus amigos falando coisas ruins de você só pra se auto-promover. Porque é tão difícil ficar feliz com a conquista do outro? Temos mesmo que sermos tão egoístas assim? Essa coisa de ficar falando dos defeitos das pessoas o tempo todo, dizendo que isso ou aquilo não está bom, e não fazer nunca um elogio, dizer também quando essa pessoa está bonita ou fez algo de bom também me deixa de orelha em pé.

                 Uma série de acontecimentos recentes, alguns nem tão recentes assim, vem me abrindo os olhos pra muitas coisas. Não é mais tão fácil confiar em alguém. Não se sabe a que momento aquele seu 'amigo' vai usar alguma coisa que você disse contra você mesmo, muitas vezes não dá pra saber quando se aproximam da gente por puro interesse. Tenho procurado estar com quem quer estar comigo. Comecei a procurar só por quem me procura. É claro que não é nada fácil quando você percebe que são pouquíssimos os que se importam de fato com sua presença. Tenho me dado um tempo de gente que só me deixa pra baixo, preciso disso. Ando tão sem paciência pra certas coisas.. Espero que isso passe logo. Preciso de alguma coisa nova na minha vida, alguma coisa que me traga algum tipo de motivação, porque essa está em falta por aqui já faz tempo. Estou desiludida. Acho que é isso. Que venham novos tempos, preciso de renovação. 

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Quem vai?

    Deixar que outras pessoas ditem o seu humor, se deixar levar demais por opiniões alheias, dar bola pra comentários maldosos e invejosos. Nada disso é saudável. Eu que o diga. Tenho me deixado levar demais. Tenho me irritado com gente que quer aparecer demais, quer derrubar os outros. Não sei, acho que a gente vai cansando. A gente vai engolindo sapos e mais sapos, até que uma hora explode. E eu tenho explodido, e não poucas vezes.  Tenho sido boba a ponto de acreditar no que os outros dizem e pensam de mim. Acreditar que eu não sou capaz, que eu não dou conta. Que estupidez.. Não a deles, mas a minha. Sempre vai ter alguém achando que você não pode, mas quem dita isso é você. Vou parar de ser boba. PRECISO deixar de ser boba. Afinal, se eu não acreditar em mim, quem vai acreditar?

terça-feira, 9 de outubro de 2012

‎'Neste instante em que seus olhos se ocupam das palavras que meu coração resolveu improvisar, eu gostaria de lhe agradecer pelas inúmeras vezes que você me enxergou melhor do que sou. Pela sua capacidade de me olhar devagar, já que nesta vida muita gente já me olhou depressa demais.Obrigado por você não ter desistido de mim. Obrigado pelo seu dom de multiplicar o que sou e o que posso.'   (L) Sem mais.

domingo, 23 de setembro de 2012



'Definitivamente eu não sei ser melancólica, não sei ser afetiva. Talvez isso seja ruim, ou não. Mas… O romantismo não está mesmo morrendo? Onde se encontra o cara romântico? Por favor, se tiver notícias de um, me avise. Quero conhecê-lo, quero ouvir palavras doces, susurros no ouvido, flores, coração acelerado… Mas, por enquanto não houver notícias dele eu vou ser assim mesmo, e doa a quem doer, quer saber a verdade? É o que eu digo sobre mim, gosto de riscos, de coisas intensas, da liberdade, dou sim minha cara à tapa, mas não me doo a quem quiser. Se não é o que quer ouvir, tape os ouvidos! Sou mesmo careta, chata, estranha, talvez isso tudo seja frieza mesmo, talvez seja o que eu quero, o frio! E eu nego mesmo, finjo que não ligo mesmo,curto mesmo, curto o meu tédio, curto a minha tpm, a minha solidão, a minha falta de gente. E pode ser também que essa frieza seja, talvez, o desconhecimento do calor, então, se estiver disposto, mude o que eu penso sobre mim. Mude meu jeito de agir, me desafie, me deixe confusa, me beije com intensidade, entre na minha cabeça, arrisque! Se a gente não der certo, sem problemas, a idéia é não se iludir.'

sexta-feira, 29 de junho de 2012

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É, eu não sou de chamar a atenção. Sempre fui magrela, desengonçada, e até os 15 anos um tanto quanto feia. O pior mesmo é quando suas amigas são as meninas mais bonitas da escola, aí a coisa complica mais ainda. Digamos que o tempo me fez bem, mas não tanto assim. Continuo magrela e desengonçada mas acabei aprendendo a lidar com isso. Sou tímida desde sempre, é verdade. Acreditem ou não, eu melhorei muito com relação a isso também. Quando era criança chegava a me esconder embaixo da mesa quando me ofereciam alguma coisa. O que pega é que quando você é assim como eu sou, calada demais, na sua demais, você acaba por passar despercebido. Às vezes você está ali cheio de coisa boa pra dar, mas ninguém nem te nota. É o preço que se paga. Por tudo se paga um preço..  Acho que é hora de começar a mudar mais um pouco: é hora de virar gente grande. Hora de apagar alguns traumas e medos pra conseguir caminhar a diante. Cansei dessa sensação de estar girando em torno de si mesma e parando sempre no mesmo lugar. Acho que é isso.


- Esse post fazia mais sentido dentro da minha cabeça, podem ter certeza.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

"Sou forte. Meio doce e meio ácida. Em alguns dias acho que sou fraca. E boba. Preciso de um lugar onde enfiar a cara pra esconder as lágrimas. Aí penso que não sou tão forte assim e começo a olhar pra mim. Sou forte sim, mas também choro. Sou gente. Sou humana. Sou manhosa. Sou assim. Quero que as coisas aconteçam já, logo, de uma vez. Quero que meus erros não me impeçam de continuar olhando para a frente. E quero continuar errando, pois jamais serei perfeita (ainda bem!). Tampouco quero ser comum e normal. Quero ser simplesmente eu. Quero rir, sorrir e chorar. Sentir friozinho na barriga, nó no peito, tremedeira nas pernas. Sentir que as coisas funcionam e que tenho que trocar de jeito quando insisto em algo que não dá resultado. Quero aprender e, ainda assim, continuar criança. Ficar no sol e sentir o vento gelado no nariz. Quero sentir cheiro de grama cortada e café passado. Cheiro de chuva, de flor, cheiro de vida. Aprecio as coisas simples e quero continuar descomplicando o que parece complicado. Se der pra resolver, vamos lá! Se não dá, deixa pra lá. A vida não é complicada e nem difícil, tudo depende de como a gente encara e se impõe. Quero ser eu, com minha cara azeda e absurdamente açucarada. Não quero saber tudo e nem ser racional. Quero continuar mantendo o meu cérebro no lugar onde ele se encontra: meu coração. E essa é a melhor parte de mim."

Clarissa Corrêa.

domingo, 17 de junho de 2012

 
"Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo. Atirada no sofá, com uma calça de ficar em casa, uma blusa faltando um botão, as pernas enroscadas uma na outra, o cabelo caindo de qualquer jeito pelo ombro, nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia. Um livro nas mãos, o olhar perdido dentro de tantas palavras, um ar de descoberta no rosto. Linda."

Martha Medeiros